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Autarcas transmontanos unidos contra portagens e preço
da água
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Dos 26 municípios dos distritos de Vila Real e Bragança, marcaram presença 16, dez dos quais governados pelo PS e seis pelo PSD.
Em cima da mesa estiveram temas como o "preço elevado" do abastecimento da água em alta (correspondente à captação, tratamento e transporte), o Túnel do Marão, as portagens que já existem e as que podem vir a ser introduzidas na Autoestrada Transmontana, o encerramento de serviços, os incentivos fiscais para o interior, a linha aérea, regionalização, Casa do Douro e o Laboratório de Sanidade Animal de Mirandela.
"Esta reunião permitiu-nos consensualizar posições à volta destes temas. É a primeira de outras reuniões", salientou Rui Santos.
E é para debater todos estes temas e que os autarcas anunciaram que vão convidar o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, para uma reunião que poderá decorrer em Lisboa ou na região.
"O Estado anunciou a fusão em alta entre as empresas Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro e as Águas do Douro e Paiva há mais de dez meses o que ainda não se concretizou, penalizando fortemente o preço da água para os municípios do interior, que pagam a água mais cara do país", salientou.
Relativamente às portagens, segundo o presidente de Vila Real, ficou "absolutamente clara e unânime" a aposição à introdução de pagamento na Autoestrada Transmontana, que liga esta cidade a Bragança.
"Somos a favor de que as obras no Túnel do Marão se concretizem o mais depressa possível. Cada dia que passa é um prejuízo muito significativo para a região e pensamos que o Governo pode, já que atrasou três anos a sua conclusão, conceder uma moratória para pagamento de portagens nesta autoestrada", frisou.
O presidente da Câmara da Régua, o social-democrata Nuno Gonçalves, fez questão de participar neste encontro para mostrar que a "região não tem partidos" e que concorda com esta forma de "encarar os problemas, de os debater e de lutar contra as adversidades".
"Se nos unirmos e se falarmos a uma só voz eventualmente seremos ouvidos com outra clareza e maior atenção", sublinhou.
Lusa
