Turismo do Porto e Norte reforça crescimento de dormidas nos primeiros cinco meses de 2019

A Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) acentuou a tendência de crescimento nas dormidas, sendo a primeira região do país no ranking de residentes, com 1,49 milhões de dormidas, e aproximando-se da média nacional do RevPar (receita por quarto disponível). 

Luís Pedro Martins
Em maio, e segundo os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a região registou um crescimento no número de dormidas de 9,9% (990 mil dormidas) num total acumulado desde janeiro de 3,6 milhões (mais 8,2%).

São dados que confirmam as indicações que tínhamos dos operadores turísticos e que podem fazer deste um ano muito especial”, salienta o presidente da TPNP, Luís Pedro Martins. Segundo os dados do INE referentes ao RevPar, o Porto e Norte mantém o 3º lugar no ranking com uma média de 49,9 euros, já mais próximo da média nacional (52,5 euros), assinalando um crescimento de 3,2% em relação a maio de 2018.

A região é ainda líder no ranking das dormidas de residentes, tanto em maio como no período de janeiro a maio, com crescimentos de 7,6% (maio) e de 6,8% (janeiro a maio). Nas dormidas de não residentes, o Porto e Norte cresceu 11,3% em maio e 9,3% entre janeiro e maio.

Nos proveitos totais, o Porto e Norte cresceu 12,2% em maio e 11,6% entre janeiro e maio, representando já 206,1 milhões de euros. Nos proveitos de aposento, o Porto e Norte mantém igual tendência no crescimento, entre os 11,8 e os 11% (maio e janeiro/maio, respetivamente).

Para Luís Pedro Martins, os resultados obtidos em maio de 2019, e que vão na linha do que tinha sucedido nos primeiros quatro meses do ano, “são fruto do trabalho de promoção e divulgação do destino Porto e Norte, que tem sido muito forte junto do mercado espanhol, mas com valores já muito interessantes de turistas com origem no mercado brasileiro, por exemplo”. Para o presidente da TPNP “estes são números que premeiam o trabalho desenvolvido pelos diversos stakeholders da região”. Luís Pedro Martins sublinha “as potencialidades turísticas de uma região que continua a ter uma margem de crescimento enorme”. “Estamos a trabalhar para reforçar a comunicação das potencialidades de toda a região e como exemplo desta estratégia ainda na sexta-feira passada inaugurámos uma tela gigante no Aeroporto Francisco Sá Carneiro para promover o destino do Parque Nacional da Peneda-Gerês e recordo que é a primeira vez que o nosso único Parque Nacional é promovido na principal porta de entada da região, o aeroporto”, diz.

Matinés ao Domingo no jardim do Museu do Abade de Baçal

As “Matinés ao Domingo” estão de regresso ao jardim do Museu do Abade de Baçal em julho, agosto e setembro.”

As “Matinés ao Domingo” vão regressar já no dia 21 de julho ao fresco jardim do Museu do Abade de Baçal, cheias de musica e boa disposição. São seis, as tardes de domingo que até ao final do verão, vão ocupar aquele que é um dos recantos mais bem guardados da cidade de Bragança.

A promotora brigantina Dedos Bionicos pretende com esta serie de matinés domingueiras, dar a oportunidade a miúdos e graúdos de conhecer um leque de bandas de vários géneros e espectros, dentro do universo da musica alternativa e contemporânea que se faz nos dias de hoje.

Da esquerda para a direita: Cuello, Iguanas e IVY. Que tal os domingos numa versão menos preguiçosa, longe do sofá e da televisão? O Museu do Abade de Baçal e a promotora Dedos Bionicos sugerem uma serie de Matinés ao Domingo que pretendem distanciá-lo da ideia preconcebida de que o domingo é uma pré-segunda e aproximá-lo mais da ideia de ser um pós-sábado e que segunda, logo se vê! As propostas que sugerimos são matinés musicais num dos melhores recantos de Bragança, o jardim do Museu do Abade de Baçal. Apoderamo-nos da tarde com concertos e DJ sets, para nos fazer dançar e agitar os demónios acumulados durante a semana bem como outras atividades para miúdos e graúdos. Tragam a manta e preparem o vosso piquenique, tragam os pequenos e toda a família, que enquanto o bom tempo nos permitir, a maioria dos domingos vão ser tudo menos preguiçosos.
Pelo jardim do museu vai passar a pop inebriante dos Unsafe Space Garden, a eletrónica melancólica de IVY, a muralha de rock psicadélico dos Here the Captain Speaking…, o punk efervescente dos Cuello, a eletrónica beat polirrítmica dos Deux Boulles Vanille e a pop beat melosa dos Iguanas. Em todas as matinés é ainda convidado um ilustre seletor de musicas para animar o resto de tarde que terão também uma serie de atividades para crianças.

A entrada para todas as matinés é de um donativo consciente.

Cálem apresenta nova imagem para os vinhos do Porto

O objetivo desta renovação passa por transformar a marca numa referência para todo o tipo de consumidores através da capitalização da sua história, da diversidade do seu portefólio e da sua notoriedade internacional.

Cálem apresenta nova imagem para os vinhos do Porto
Numa altura em que comemora os 160 anos da sua fundação, em 1859, a Porto Cálem está a renovar a sua imagem, com o objetivo de transformar a marca numa referência para todo o tipo de consumidores: desde aqueles que procuram um primeiro contacto com o Vinho do Porto, até aos apreciadores que pretendem vinhos de elevada qualidade e distinção.

A figura de António Alves Cálem, fundador da empresa, serviu de base de inspiração para a renovação da imagem desta casa centenária, numa simbiose entre passado e presente.

A par da icónica caravela, elemento que retrata a essência da marca, a persona do fundador passa a assumir um lugar de protagonismo em toda a comunicação da Cálem. A mudança traduz-se ainda na modernização do logotipo e na introdução de uma paleta cromática variada na rotulagem e packaging dos vinhos, que permite distinguir as diferentes gamas que compõem o portefólio e transmitir a universalidade da marca. A gama standard da Cálem, para muitos a forma de iniciação no Vinho do Porto, passa a ser representada por cores vibrantes e apelativas, em contraste com um fundo branco, que permitem identificar facilmente os diferentes tipos de vinho: desde o Porto Branco (White & Dry, White e Lágrima), passando pelo Ruby e pelo Tawny, sem esquecer o Rosé. À medida que se avança para categorias mais exclusivas, estas assumem um ambiente mais sóbrio e tradicional, próprio de uma marca que carrega anos de história e uma herança que se distingue na arte de produzir este vinho emblemático.

A nova comunicação da Cálem vem também acompanhada de uma nova assinatura: “Um Mundo de Vinho. Um Vinho para o Mundo”. Com esta declaração, a marca procura consolidar o seu posicionamento em torno não apenas da diversidade do seu portefólio, que permite dar resposta a todas as ocasiões de consumo, mas também da sua notoriedade internacional.

De relembrar que o património da Cálem inclui, entre outros aspetos, as Caves de Vinho do Porto mais visitadas do mundo, por onde todos os anos passam cerca de 290 mil visitantes.

Este desejo de alargar o leque de consumidores e apreciadores da marca e de estimular o primeiro contacto com o Vinho do Porto tem vindo igualmente a ser acompanhado por um maior investimento na área do enoturismo, onde a Cálem coloca o foco na oferta de experiências associadas à descoberta deste produto. Para além das visitas às caves, é possível descobrir mais sobre a marca e os seus vinhos no museu interativo, nas sessões de cinema 5D ou nas provas de vinhos, simples ou harmonizadas com outros sabores, apenas para nomear alguns exemplos.

O caráter inovador e pioneiro, herança de António Alves Cálem, cuja visão catapultou a exportação dos Vinhos do Porto Cálem, em frota própria, para os mercados longínquos do outro lado do Atlântico, está ainda hoje presente no ADN da marca Cálem, que se assume como a embaixadora do Vinho do Porto no mundo.

A nova imagem da Cálem está progressivamente a entrar no mercado, num processo que se espera estar concluído até ao final deste ano.

Fronteiras

A vida é um diálogo entre fronteiras! A vida no planeta Terra só terá surgido quando se formou uma fronteira, constituída por uma membrana de natureza lipídica primordial, que separou, de forma mais ou menos permeável e selectiva, um espaço interior e o meio exterior envolvente.

Passados talvez um pouco mais de 3,5 mil milhões de anos, a funcionalidade bioquímica dessa membrana, dessa fronteira que permite diálogos entre o interior celular e o espaço extracelular, continua a ser decisiva para a viabilidade da vida. É através dela que entram e saem substâncias, tanto nutrientes como a glicose, como “comunicadores” como as hormonas e neurotransmissores, por exemplo. Nas células do sistema nervoso, nos neurónios, é através da fronteira membranar dos seus axónios que os impulsos nervosos se propagam permitindo, por exemplo, o pensamento. É na fronteira que o sonho explora a existência!

Num nível fisiológico seguinte encontram-se os órgãos. Estes são formados por tipos específicos de células, que os definem e caracterizam. A fronteira dos órgãos é essencial para a sua função bem definida, para a sua integridade, forma, suporte, etc. E essa fronteira também é funcional constituindo, em alguns casos, como seja o cérebro (com a fronteira hematoencefálica), uma barreira protectiva contra a entrada de potenciais substâncias nocivas. E é através das suas fronteiras que os órgãos interagem homeostaticamente com o restante organismo de que fazem parte.

No nosso caso, assim como em muitos outros seres vivos, o nosso corpo possui uma fronteira cuja integridade e perfeita funcionalidade é essencial para a nossa vida: a pele. Barreira protectora, por exemplo, contra microorganismos. Fronteira que também permite a excreção de substâncias através do suor, que nos protege das radiações solares e outros agentes nocivos, mas que também participa activamente no controle da temperatura corporal. É uma fronteira que permite e potencia o tacto, esse sentido tão importante para a humanidade com sentido.

Poderíamos discorrer sem fim sobre as fronteiras geofísicas e/ou administrativas que delimitam as freguesias, os concelhos, os distritos, os países, os continentes, os mares. Essas fronteiras delimitam espaços distintos e elas próprias estão repletas de conteúdos históricos, culturais, políticos, científicos e tecnológicos. Mas pensemos no planeta Terra como um todo e na importância para a vida dessa fronteira feita de atmosfera. Sem ela, a vida não seria possível tal qual a conhecemos. E a própria dinâmica geológica seria diferente na ausência da atmosfera.

O invólucro maioritariamente gasoso que caracteriza essa fronteira condicionou a evolução da vida na Terra, permitindo-a, ao impedir que a maioria das radiações a ela nocivas, como sejam as radiações ultravioleta e os raios cósmicos, atinjam a superfície terrestre. Essa fronteira também está envolvida na dinâmica do ciclo da água, substância ubíqua à vida, e na regulação da temperatura da superfície do planeta. A sua história dinâmica alberga as preocupantes alterações climáticas e o seu impacto decisivo para a vida. É a fronteira que nos separa do nosso sentido cósmico.

E uma última fronteira, a heliopausa, que delimita o sistema solar, que separa a heliosfera (a região imensa de espaço sob a influência do vento solar) do resto do universo. Foi atravessada há alguns anos pelas sondas Voyager que continuam as suas viagens cósmicas em direcção a outras estrelas, outros mundos, repletos de fronteiras a explorar.

Por fim uma questão cosmológica, a de se o universo em que existimos, e que está em expansão acelerada, terá uma fronteira. Se esta existe, o que é que existirá para além dela?

António Piedade
Conteúdo fornecido por Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva

Com décadas, mas muito atual

|Hélio Bernardo Lopes|
Tive já oportunidade de contar duas histórias passadas ao meu redor, já lá vão muitos anos – décadas –, envolvendo a temática do racismo. O tempo que passa, de parceria com a mais recente manifestação racista de Donald Trump, precisamente contra quatro representantes dos Estados Unidos, mas também o que se vem noticiando sobre Beatriz Gomes Dias, candidata do Bloco de Esquerda a deputada à Assembleia da República em outubro próximo, determinaram que volte hoje a contar as duas histórias passadas ao meu redor.

A primeira história desenvolveu-se em torno de uma conversa com certo assistente meu, logo no meu primeiro ano de Engenharia Civil. Um assistente de quem era muito amigo, igualmente bastante mais velho que eu – tinha idade para poder ser meu pai – e com quem dialoguei em certo dia, no meio de um descanso em certa aula prática, sobre as possibilidades de se poder vir a operar, ao longo do tempo, o que ali designou por miscigenação. A dado passo da conversa, tocando a política, o meu assistente amigo perguntou-me, assim com um ar de dúvida íntima e em voz baixa: olha lá, tu acreditas que a miscigenação é possível?...

Malgrado o meu gosto pela política, sempre participando nas conversas ao redor do tema, a verdade é que a pergunta acabou por gerar em mim uma dúvida, levando a que não conseguisse dar uma resposta clara e em que acreditasse. Não sendo um racista, manifestando à superfície das minhas intervenções um sentido claro de justiça, a verdade é que a minha dúvida se constituiu, afinal, numa impressão negativa ao redor da tal possibilidade.

A segunda história envolveu uma certa revolta íntima da minha parte. Numa outra aula desse mesmo primeiro ano académico, fazia eu parte de um grupo de quatro alunos, dirigidos por uma assistente em certa turma prática. Tratava-se de uma jovem muito fina, da melhor sociedade, com origens familiares ligadas a grandes figuras da História de Portugal. Conhecendo o seu nome completo, ninguém deixava de perceber estas longínquas raízes. Era, naturalmente, uma concidadã monárquica.

A bonita e competente jovem assistente dirigia-se a mim sempre cheia de simpatia, fazendo perguntas simples e que permitiam brilhar. Em contrapartida, com o jovem guineense do grupo o seu semblante mudava, perdendo qualquer réstia de sorriso, mostrando mesmo dureza, sem o olhar de frente e sempre fazendo perguntas mais difíceis de responder.

Esta situação, ao final da segunda aula prática, começou a gerar em mim uma reação íntima de revolta, também me colocando esta dúvida: como seria eu olhado pelo meu colega, ali calando e consentindo naquela dualidade de critérios, completamente inaceitável? Na semana seguinte, lá chegou a terceira aula prática. Bom, o resultado foi a repetição do que já antes tivera lugar.

Finda a aula, já no corredor, expliquei aos meus três colegas que se nos impunha mudar de turma. E gizei a explicação a dar ao regente da disciplina: eu e o guineense tínhamos uma incompatibilidade de horários com uma outra disciplina, pelo que se nos impunha passar para uma outra turma prática. Bom, tudo correu como esperado e desejado.

Note-se que em cada turma prática existiam diversos grupos de alunos, pelo que a anterior assistente continuou a manter as suas aulas, evitando sempre nós um qualquer encontro com ela ao final de uma das aulas. E também convém referir que os nossos dois restantes colegas, que sempre viram o mesmo que eu, mesmo não aceitando aquelas atitudes, também nunca tomaram a iniciativa de as evitar, nem questionaram a razão da mudança. Eu propus esta, aprovei a decisão e mudámos…

Ora, o Bloco de Esquerda decidiu escolher a nossa concidadã, Beatriz Gomes Dias, portuguesa há quase meio século e natural do Senegal como candidata a deputada à Assembleia da República por Lisboa.

Esta nossa concidadã concedeu há dias uma entrevista ao Público, tendo de pronto surgido reações diversas de ódio. Nada, pois, que não fosse de esperar, dado que a sociedade portuguesa sempre se mostrou como fortemente racista. Uma realidade antiquíssima, estrutural, que nunca desapareceu e que volta agora a ressurgir com mais força na sequência da eleição de Donald Trump para a Casa Branca.

Diz agora Beatriz Gomes Dias que as negras que nascem em Portugal são estrangeiras no seu próprio país. E tem toda a razão. Infelizmente, não posso aqui expor uma conversa de que tomei conhecimento – o facto passou-se mesmo –, que a quase todos deixaria verdadeiramente atónitos, talvez até sem que se conseguisse dar crédito ao que eu vim a saber.

De molde que surge a questão: que fazer? A verdade é que não sei. Não acredito que a ação da escola seja eficaz, embora haja muito a implementar neste domínio. A verdade, porém, é que não é assim evidente que os professores sejam todos claramente antirracistas. Muitos não o dirão, nem farão nada em favor da ideia racista, mas terão sempre a tendência para calar sobre o tema. E mesmo os alunos que possam aderir a um sentimento antirracista, talvez possam encontrar em casa algum freio que possa conduzir a uma atenuação dos valores que haviam sido adquiridos.

Tenho para mim que o principal fator com impacto social será o da presença de concidadãos nossos, oriundos de etnias diversas, no desempenho de cargos públicos, mormente no domínio político, que é aquele que se poderá mostrar mais sensível à tal ideia colocada, no fundo, por aquele meu antigo assistente.

A verdade é que a realidade relatada por Beatriz Gomes Dias está longe de ser só nossa. Olhemos os Estados Unidos, o Brasil e tantos outros Estados, e logo nos daremos conta de que se trata de uma repugnante situação mundial. Para já não referir o estado em que se encontram os povos e os países africanos. Entre outros.

Festival D'Onor volta a animar a icónica aldeia transmontana

A 3.ª Edição do Festival D’ONOR decorrerá de 19 a 21 de julho de 2019 na icónica aldeia de Rio de Onor, Bragança, e apostará sobretudo num festival enquanto experiência, com diversas novidades em relação às edições anteriores.

Com vista à dinamização e divulgação de todo o património material e imaterial de Rio de Onor, uma das 7 Maravilhas de Portugal, a Montes de Festa - Associação empenha-se na realização do Festival D'ONOR, um evento que conta com o apoio da população de Rio de Onor, da associação local e de diversas entidades (publicas e privadas) da região transmontana e, também, de Espanha. "Todo este projeto foi desenvolvido pela Montes de Festa em parceria com os habitantes de Rio de Onor, que demonstraram particular interesse na sua realização, que, atualmente, apelam e apoiam a sua continuidade", salienta fonte da organização.

O cartaz desta edição apresenta diversas novidades relativamente ao ano anterior, entre as quais o momento de abertura do evento, sexta-feira às 21h30, no Largo da Portelica, com Músicas da Raya. Uma viagem musical pela história da relação transfronteiriça entre os dois países ibéricos e a relação entre as suas canções. Um momento protagonizado por dois dos músicos mais conceituados do “folk” a nível mundial, Luiz António Pedraza (La Musgaña, Espanha) e Paulo Meirinhos (Galandum Galundaina, Portugal). A noite terminará com o Baile do Gaiteiro, numa recriação dos antigos bailes que ali se realizavam, naquele mesmo local, ao som da tenebrosa gaita de fole, e, por fim, a atuação do DJ V’Guess.

Sábado de manhã, terá lugar mais um novidade do Festival: a recriação do mítico Conselho do Povo, onde os festivaleiros serão convidados a ajudar as gentes de Rio de Onor a limpar as margens do rio! Um momento que se quer de plena união entre quem visita e quem vive a aldeia. Além disso, decorrerá o 131.º Passeio Pedestre Enzonas, com arranque agendado para as 08h30, que percorrerá o Percurso Sinalizado de Rio de Onor, em pleno Parque Natural de Montesinho, onde os participantes poderão desfrutar de paisagens arrebatadoras e locais únicos, como o maior exemplar de Carvalho Negral da Europa, com 23 metros de altura e cerca de 20 metros de copa.

Durante a tarde, acontece a Ronda Cultural e das Adegas, um dos momentos altos do evento, composta por momentos musicais, de convívio e lazer. Esta ronda consiste numa visita guiada pela aldeia, onde os habitantes locais serão os protagonistas que acolherão, não só nos espaços comunitários e nas suas adegas particulares, todos os festivaleiros. Como nota histórica, esta atividade surgiu na primeira edição do festival com o intuito de se basear apenas na vertente cultural (procurando explorar e divulgar o património histórico e comunitário da aldeia). Porém, o ambiente festivo e de folia proporcionou, por vontade das gente da aldeia, a que se abrissem as portas das adegas.

No final da ronda, os visitantes serão brindados com um concerto de Adélia, um projeto musical de duas brigantinas com raízes no cancioneiro tradicional português. A noite principal deste evento será abrilhante por Velha Gaiteira, um dos mais afamados nomes da música folk ibérica, e os Yvette Band, um grupo conhecido com cada vez mais expressão a nível nacional que se preparam para lançar novo álbum. A noite fechará com Dj Metralha, com um Set diferenciado de músicas do mundo, misturando sons e ritmos de diferentes géneros musicais. Durante a noite, além dos concertos, haverá possibilidade de participar em voos cativos de balão de ar quente.

Domingo terá início com outra atividade sonante do Festival, o 3.º Passeio de Automóveis Antigos e Desportivos, um evento para os amantes dos carros e motas clássicos que inicia com um percurso citadino pelo Centro Histórico de Bragança, seguindo em direção à aldeia de Vilarinho, onde os participantes irão visitar o aviário onde, há uns meses atrás, o famoso urso apareceu, e aí degustar o famoso mel da Apimonte. O percurso, depois de um reforço no Santuário de Santa Ana (Meixedo) terminará na aldeia de Rio de Onor. No período da tarde, a igreja matriz de Rio de Onor será palco da atuação do Coro Lopes Graça, um grupo formado em 1956, num concerto intimista que certamente marcará de forma indelével os presentes.

Seguidamente, no âmbito da promoção e envolvimento da música e dos instrumentos tradicionais, a Montes de Festa promoverá oficinas gratuitas de Gaita de Fole, pelo músico Léo Santos (professor de conservatório e instrumentista em diversos grupos de música folk), de percussão tradicional sanabresa, a mesma que se tocava antigamente em Rio de Onor, no tempo de Juan Prieto Ximeno, afamado gaiteiro Rionorês (o formador será Edelio González Fernández, antigo caixeiro de Júlio Prada de Ungilde, um dos melhores gaiteiros espanhóis de sempre). No final, haverá tempo para uma oficina coletiva de Danças Tradicionais, pela Escola de Folclore de Puebla de Sanábria, e uma arruada de encerramento com todos participantes e o Grupo de Gaiteiros e Tocadores da Lombada.

O festival terminará com uma sessão de Teatro ao Ar Livre, com a peça: “Histórias e Narrativas da Tradição Oral Transmontana”, da Associação Fisga, com a direção Artística de Acácio Pradinhos., recordando os tempos antigos e as companhias de teatro itinerantes que percorriam quilómetros, animando de aldeia em aldeia.

Durante todo o evento, os visitantes poderão ficar instalados no Parque de Campismo Local ou nas várias unidades hoteleiras rurais de Bragança (20 km) ou Puebla de Sanabria (16 km). A alimentação será garantida durante todo o festival, onde a gastronomia local promete conquistar todos os festivaleiros, a preços acessíveis. A entrada para o Festival D’ONOR será gratuita.

Alfândega da Fé aprova a Estratégia Local de Habitação

No passado dia 22 de Junho a Assembleia Municipal aprovou por unanimidade a Estratégia Local de Habitação para o concelho de Alfândega da Fé. A estratégia de habitação resultou de um diagnóstico feito a partir de levantamento efetuado no terreno, em todo o Concelho.

Alfândega da Fé aprova a Estratégia Local de Habitação
Foram identificadas 140 situações habitacionais que reuniam os requisitos necessários para poderem a aderir ao programa “1º direito”. Estas 140 situações habitacionais identificadas representam 3,7% do total de habitações do concelho . Desse total constante do diagnóstico, 2,9% são proprietários que necessitam de apoio para a reabilitação das suas habitações. Cerca de 0,9% das situações englobam famílias carenciadas que vivem em casas arrendadas ou em situação de cedência habitacional.

Após a aprovação da Estratégia Local de Habitação (ELH), o documento foi entregue no IHRU- Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana, IP, delegação do norte no passado dia 3 de julho. Das 140 situações habitacionais identificadas nesta fase, 105 são proprietários e representam 2,9% do parque habitacional do Concelho . Estes proprietários podem candidatar-se autonomamente. Para o efeito o Município, através da área social, apoia a instrução das candidaturas para os agregados que constam do diagnóstico. Estima-se um montante global de 2.206 000,00€, como investimento necessário para responder à totalidade das situações habitacionais de habitação própria.

Em paralelo, o Município de Alfândega da Fé vai implementar um programa específico, para habitação de famílias carenciadas que necessitam de casas para arrendar a preços compatíveis com o orçamento familiar, cujo montante global está orçado em 2.904 617,00€.

Aguarda-se, para breve, a aprovação do IHRU para celebrar um acordo de cooperação e financiamento e dar início à candidatura do Município.

Logo que a plataforma do IHRU estiver disponível on line, as candidaturas autónomas podem ser introduzidas para análise.

No âmbito deste programa, quer os beneficiários diretos, quer as entidades como o Município, podem solicitar financiamento, nas modalidades de, comparticipação, empréstimo e as duas modalidades combinadas.

A comparticipação de parte do financiamento pedido é não reembolsável (fundo perdido). O empréstimo tem taxa de juro é reduzida. É com o IHRU ou entidades protocoladas por este Instituto que as relações contratuais se vão estabelecer.

Torre de Moncorvo realiza II Exposição de Empresas, Emprego e Empreendedorismo

De 20 a 23 de julho tem lugar em Torre de Moncorvo, a II Exposição de Empresas, Emprego e Empreendedorismo.

orre de Moncorvo realiza II Exposição de Empresas, Emprego e Empreendedorismo
A feira conta com mais de 70 expositores, entre artesãos, produtores de produtos regionais, restauração, expositores de máquinas e equipamentos, armeiros, produtores agrícolas e pecuários que estarão situados no Pavilhão Municipal e no Largo da Corredoura. Destaque para a realização de concursos de pesca ao Achigã, da Raça Churra, Cabra Serrana, Cão de Gado Transmontano e concurso de matilhas.

Haverá também um workshop de iniciação à prova dos vinhos e uma prova e demonstração de amêndoas e amêndoas cobertas. Não vão faltar atividades lúdicas como animação de rua, animação para crianças e animação musical, onde destacamos a atuação do artista Quim Barreiros. Integrado no programa está ainda um passeio motard, espetáculo motard FreeeStyle, uma aula de zumba, uma demonstração de Kickboxing e exposição e demonstração da equipa cinotécnica da GNR Comando Territorial de Bragança.

Em complemento decorrerão os colóquios “Potencial Turístico do Lúcio nos Lagos do Sabor” em parceria com a Norbass e Clube de Caça e Pesca de Moncorvo, “O Investimento Agrícola na Região de Torre de Moncorvo – Balanço e perspetivas de Futuro”, realizado pela CONFAGRI e “O Futuro do Olival e do Amendoal em Trás-os-Montes” da responsabilidade da APPITAD e do Centro Nacional de Competências dos Frutos Secos.

O evento conta ainda com uma parte gastronómica onde está inserido o Festival das Migas e do Peixe do Rio, que decorre de 19 a 21 de Julho. Segundo o Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, “sendo Torre de Moncorvo um concelho onde o sector primário, em especial a agricultura e a pecuária têm sido uma alavanca do empreendedorismo, essencialmente jovem, torna-se importante promover os recursos endógenos da região bem como criar sinergias que permitam a articulação entre os diversos agentes locais.” A II Exposição de Empresas, Emprego e Empreendedorismo é coorganizada pela Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e pelo CLDS Moncorvo 3G.

Luciana Raimundo

Quinta do Bomfim entre os melhores espaços vinícolas do mundo

Júri destacou a vista estonteante da propriedade da Symington, considerando imperdível uma visita a um espaço pleno de história

Quinta do Bomfim entre os  melhores espaços vinícolas do mundo
A Quinta do Bomfim – espaço de Enoturismo da família Symington, localizado no coração do Alto Douro, junto à aldeia do Pinhão – está entre as 50 melhores propriedades vinícolas do mundo, de acordo com o World's Best Vineyards, prémio patrocinado pelo International Wine Challenge, que anunciou ontem, em Londres, o top 50 dos melhores espaços vinícolas abertos a visitas. O prémio visa destacar os locais mais incríveis do mundo para conhecer as vinhas, provar os vinhos e saber mais sobre o seu processo de produção.

O prémio enaltece o legado da história da família Symington – presente no Douro há cinco gerações – que se sente na Quinta do Bomfim e que atinge o seu auge quando se provam os vinhos ali criados num terraço com vista incomparável para o rio Douro. O World's Best Vineyards destaca o facto da Quinta do Bomfim ser o berço de dois dos mais famosos vinhos do Porto do século XXI: o Dow’s Vintage 2007, o único Porto neste século a receber 100 pontos por parte da reputada Wine Spectator, e o Vintage 2011 (Nº1 do TOP 100), que foi considerado o “Vinho do Ano” pela mesma revista.

“A visita guiada é imperdível. Tem início num museu que conta a história da propriedade, da família Symington e dos seus vinhos. A seguir, escolha entre os três passeios na vinha que permitem ter vistas únicas sobre a envolvente e os socalcos, muitos deles construídos à mão nos séculos XVIII e XIX. A visita inclui ainda o magnífico lodge. Construído em 1896, o espaço, com o seu complexo telhado de madeira, guarda tonéis centenários de vinho do Porto, que depois são transportados para Vila Nova de Gaia para envelhecerem”, refere o júri.

A Quinta do Bomfim já havia sido premiada internacionalmente, em 2017, como vencedor global de Serviços de Enoturismo, dos prémios Best of Wine Tourism, atribuídos pela Great Wine Capitals Global Network. “É com enorme satisfação que vemos que o trabalho que temos desenvolvido na Quinta do Bomfim, desde 2015, é, uma vez mais, reconhecido. Queremos, acima de tudo, promover a região do Douro que é única, quer pela sua paisagem sublime quer pelos vinhos de qualidade superior que proporciona”, refere Johnny Symington, Chairman da Symington.

Rádio do Grupo Renascença Multimédia é media partner do festival de Vila Nova de Foz Côa

Mega Hits estreia-se, este ano, como media partner do Côa Summer Fest. O festival, que é organizado pela Associação Juvenil Gustavo Filipe e que surgiu com o intuito de dinamizar o interior do país, vai já na sua 9ª edição e arranca a 1 de agosto para três dias de muita música e animação.

Rádio do Grupo Renascença Multimédia é media partner do festival de Vila Nova de Foz Côa
“A Mega Hits já é parceira de vários festivais, mas todos os anos tentamos apoiar novas iniciativas e até eventos mais pequenos nos quais vemos um grande potencial. O Côa Summer Fest, além de ser um dos poucos festivais do interior e que aposta na dinamização desse território, é uma iniciativa que dá espaço aos novos talentos nacionais e que foi criada por jovens para jovens, que são também o nosso target, pelo que fazia todo o sentido para a nossa rádio associar-se”, diz Carlos Dias, gestor de marca na Mega Hits, explicando o apoio.

A parceria traduz-se em quatro spots diários, que passarão nas duas semanas que antecedem o evento, a partir de dia 22 de julho, relembrando o cartaz desta edição, que conta com nomes como Supa Squad, Deejay Telio, Estraca, Murta e DJ Dadda. Em Vila Nova de Foz Côa, a música da Mega Hits vai acompanhar também os festivaleiros durante os três dias de evento, passando a emissão ao longo do dia nas piscinas municipais e no recinto, à noite, entre concertos e sempre que não estiverem a decorrer atividades.

Para a organização do festival, o apoio da Mega Hits vem validar o trabalho desenvolvido ao longo dos nove anos de festival e levar o evento a um novo patamar: “Para nós, é extremamente importante ter um media partner como a Mega Hits, uma rádio que tem valores e posicionamento muito semelhantes aos nossos e que, sendo uma das rádios mais ouvidas pelos jovens portugueses, nos fará chegar diretamente ao nosso público. Trabalhamos continuamente para que o nosso festival cresça e se posicione como ‘o festival do interior’ e ter o apoio da Mega Hits não só nos ajuda a dar mais um passo nesse sentido, como nos mostra que estamos num bom caminho”, refere Rui Pedro Pimenta, da organização do festival.

O Côa Summer Fest é o único festival de música da região de Vila Nova de Foz Côa e destaca-se dos demais por ser gratuito. Além da música, promove também um conjunto de atividades culturais e desportivas e festas nas piscinas municipais, para que os festivaleiros tenham um fim de semana inesquecível.

O festival tem ainda como parceiros a Câmara Municipal de Foz Côa, o Museu do Côa e a Pousada da Juventude. Conta também com o apoio do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), da Federação das Associações Juvenis do Distrito da Guarda e da Federação Nacional das Associações Juvenis.

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