António Costa apelou em Bragança à mobilização dos simpatizantes

O candidato às primárias do PS, António Costa, apelou hoje à mobilização dos simpatizantes que se inscreveram para as primárias para uma votação clara, expressiva e inequívoca no dia 28, numa visita que fez a Bragança.

Foto: Facebook  de Mobilizar Portugal
No discurso durante um almoço com militantes e simpatizantes, Costa apontou a inscrição de 145 mil simpatizantes como "a primeira grande vitória" da sua candidatura "Mobilizar Portugal", mas disse que "para a vitória final ainda há um longo percurso a percorrer".

O socialista mostrou-se também preocupado com as consequências da instabilidade no Novo Banco para a economia portuguesa.

Costa reagia em Bragança à notícia da intenção da equipa de gestão do Novo Banco, liderada por Vítor Bento, de renunciar aos cargos desempenhados na administração da entidade, afirmando que esta saída "é mais um sinal da instabilidade que existe" disse o candidato, citado pela agência Lusa.

"Estou, sobretudo preocupado com o impacto que tenha na economia real", realçou, acrescentando que "só o Banco de Portugal tem boas condições para informar e dar garantias do que está a acontecer".


António Costa falava aos jornalistas à margem de uma visita a uma empresa local de fumeiro, a Bísaro, um negócio familiar que começou há três gerações com uma taberna à beira da estrada, em Gimonde (Bragança) e é atualmente um grupo da restauração, turismo rural e carnes e enchidos com 40 postos de trabalho e exportações para 12 países.

O candidato à liderança do PS disse que "é muito importante valorizar o trabalho de empresas e dos empresários que estão a fazer um enorme esforço para numa situação de crise generalizada manterem as suas empresas, fazerem os investimentos que são necessários, apostar na valorização dos seus produtos, partirem à conquista de novos mercados, arranjarem nova capacidade de exportação".

Costa insistiu no exemplo da empresa que visitou hoje em Bragança para defender que é assim que será possível "transformar o país e, designadamente, o interior".

"Não é empobrecendo coletivamente, mas é valorizando de forma a criar mais riqueza e mais postos de trabalho e aqui é um exemplo de como começando numa pequena taberna de beira de estrada temos agora um grupo que já tem 40 postos de trabalho, que prosseguiu a sua tradição, valorizando através da inovação", reiterou.

Fonte: Lusa

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