Esta comissão engloba um conjunto de nomes ligado ao estudo e promoção da língua como Amadeu Ferreira, escritor e investigador, Júlio Meirinhos, mentor da Lei do Mirandês, e o próprio autarca de Miranda do Douro. Todo o processo de instalação da futura Fundação do mirandês deverá estar concluído até ao final deste ano.O anúncio foi feito nas comemorações do primeiro “Dia do Mirandês”, iniciativa que decorreu em Miranda do Douro e que congregou um variado número de estudiosos e defensores da segunda língua oficial existente em Portugal.
Este dia serviu ainda para tornar públicas algumas preocupações relacionadas com a “lhéngua” que , segundo Amadeu Ferreira, em declarações á agência Lusa, “nos últimos 50 anos, quando a população começou a emigrar, o mirandês perdeu metade dos seus falantes, que são agora apenas sete a oito mil”.
Falado numa área de 500 quilómetros quadrados junto à raia nordestina, o mirandês é, segundo alguns estudos divulgados, uma língua "ameaçada de extinção".