As arruadas musicais contam este ano com a presença dos Tambores Africanos, Gaiteiros do Nordeste a quem se juntam elementos do Mira Bornes, Pauliteiros de Salselas, Fanfarra de Vale da Porca, Toca a Bombar, Rancho da Casa do Povo, Caretos de Podence, Banda de Latos de Bagueixe e Bombos de Ala. Além de percorrerem as ruas da cidade, também actuarão no recinto da Praça das Eiras.O Grupo de Cantares da Casa do Professor de Macedo de Cavaleiros abrem as actuações em palco do XI Festival Internacional de Música Tradicional. Com 2 anos de existência, reproduzirá muitas das músicas tradicionais da região.
A Orquestina del Fabirol de Aragão, Espanha, são os segundos a subir ao palco. A banda, uma das mais importantes do panorama Folk espanhol, conta com 24 anos e lançou já 8 álbuns.
O último grupo a entrar em palco neste primeiro dia de Festival, são os portugueses Pé na Terra. Fundados em 2005, a banda tem criado um reportório original com uma maturidade musical surpreendente e onde é evidente a falta de clichés ou de caminhos óbvios para a sua música. A sua visão das nossas tradições, aliada a uma incessante procura do que está para além de uma melodia ou letra cantada por anciães, leva-os por novos caminhos nunca antes desbravados pela música portuguesa. Editam este ano o seu segundo álbum, um registo de todas as suas experiências, viagens e aventuras a calcorrear Portugal.
O segundo dia é iniciado pelo grupo Os Pândegos, da Associação Desportiva e Recreativa das Arcas. O grupo, ainda em formação, associa belas vozes masculinas e
femininas à viola, cavaquinhos, concertina, pandeireta e ferrinhos, recriando uma ambiente musical de muita festa.
São seguidos pelos ritmos africanos dos Ekalama. Estes senegaleses residem há vários anos em Espanha onde têm difundido a sua riqueza cultural, os seus ritmos, cânticos e danças frenéticas ao som de sawroubas, djembés e bougarabous. Ekalama sucede ao grupo base Bakalama, fundado em 1972 no sul do Senegal.
A finalizar o XI Festival Internacional de Música Tradicional, subirá ao palco a banda minhota Raízes. Nascidos em 1980, o grupo tem vindo a desenvolver um profícuo trabalho de pesquisa, recolha e divulgação da música tradicional. Fazem já parte da agenda do “Raízes” inúmeros espectáculos (para cima de 1000) realizados de norte a sul do país, bem como além fronteiras, nomeadamente em Espanha, França, Luxemburgo e Dinamarca, onde participou em várias iniciativas e festivais de musica internacionais. Conta com 4 trabalhos discográficos.
Neste mesmo fim-de-semana, nos dias 4 e 5, decorre a segunda edição da Feira de Artesanato Urbano. Nas ruas centrais de Macedo de Cavaleiros, são expostos para venda trabalhos resultantes da junção de diferentes técnicas, transformando-os em objectos de utilidade e não só de adorno.