Nesta minha mais recente estadia em Almeida, que em todo o caso durou dois meses, tive a oportunidade de ler livros diversos, fosse na excelente biblioteca local, fosse através da INTERNET.
Dois desses livros merecem que lhes dedique algumas palavras neste meu texto, tal é o seu interesse como elementos esclarecedores e probatórios de duas realidades do nosso tempo: o golpe militar chileno, que derrubou Salvador Allende, e a realidade dos nossos dias, que se prende com a grande criminalidade organizada transnacional.
O primeiro, SALVADOR ALLENDE - O Crime da Casa Branca, é da autoria da chilena, Patrícia Verdugo, lamentavelmente já falecida, e cujo pai foi uma das vítimas da horrorosa ditadura de Augusto Pinochet e dos restantes criminosos da estrutura militar a que presidiu.
É uma obra verdadeiramente extraordinária, de resto muito simples de ler, que nos prende do princípio ao fim, e por onde se pode acompanhar, como quem vê um filme num cinema, o modo como nasceu o golpe militar contra o Governo de Salvador Allende, todo maquinado e montado pelo Governo dos Estados Unidos.
Em complemento ao que agora escrevi, e para quem tenha a sorte de se deitar a ler o texto em causa, bastará referir que o que ali se conta constitui, indubitavelmente, um excelente estimador dos mil e um crimes cometidos por sucessivos Governos dos Estados Unidos contra os de mil e um outros Estados e por todo o Mundo. Mesmo para Governos conservadores e seus aliados, como era o caso do Governo de Portugal, nos tempos de Kennedy e de Johnson, em torno da defesa do Ultramar
Português.
O segundo livro é, McMÁFIA: O Crime Organizado Sem Fronteiras, de Misha Glenny, por onde se podem conhecer mil e uma realidades do domínio da grande criminalidade organizada transnacional. O texto, que é interessantíssimo, muito bem traduzido, e que nos prende na sua plenitude, tem até o condão de se dar por percebido após a leitura do seu extenso e muito integrador Prefácio, fantástica síntese de quanto se tem passado neste domínio, sobretudo, depois do colapso do comunismo na antiga União Soviética.
Estas duas obras, por razões muito diversas, mostram, e à saciedade, como a estrutura democrática dos Estados pode simplesmente não servir para nada, bastando para tal aprimorá-la com adequada legislação de opacidade, como a ligada ao conceito de segredo de estado, verdadeira cortina destinada a proteger os autores dos mil e um crimes que possam ser praticados ao serviço dos Estados que nos mesmos tenham interesse e capacidade realizadora.
Por tudo isto, deixo ao meu caríssimo leitor o convite para ler estas duas obras, com a certeza de que se não arrependerá, porque pelas mesmas ficará a compreender melhor os limites da tão badalada e apregoada democracia. Leia-as, e não se arrependerá.
Dois desses livros merecem que lhes dedique algumas palavras neste meu texto, tal é o seu interesse como elementos esclarecedores e probatórios de duas realidades do nosso tempo: o golpe militar chileno, que derrubou Salvador Allende, e a realidade dos nossos dias, que se prende com a grande criminalidade organizada transnacional.
O primeiro, SALVADOR ALLENDE - O Crime da Casa Branca, é da autoria da chilena, Patrícia Verdugo, lamentavelmente já falecida, e cujo pai foi uma das vítimas da horrorosa ditadura de Augusto Pinochet e dos restantes criminosos da estrutura militar a que presidiu.
É uma obra verdadeiramente extraordinária, de resto muito simples de ler, que nos prende do princípio ao fim, e por onde se pode acompanhar, como quem vê um filme num cinema, o modo como nasceu o golpe militar contra o Governo de Salvador Allende, todo maquinado e montado pelo Governo dos Estados Unidos.
Em complemento ao que agora escrevi, e para quem tenha a sorte de se deitar a ler o texto em causa, bastará referir que o que ali se conta constitui, indubitavelmente, um excelente estimador dos mil e um crimes cometidos por sucessivos Governos dos Estados Unidos contra os de mil e um outros Estados e por todo o Mundo. Mesmo para Governos conservadores e seus aliados, como era o caso do Governo de Portugal, nos tempos de Kennedy e de Johnson, em torno da defesa do Ultramar
Português.
O segundo livro é, McMÁFIA: O Crime Organizado Sem Fronteiras, de Misha Glenny, por onde se podem conhecer mil e uma realidades do domínio da grande criminalidade organizada transnacional. O texto, que é interessantíssimo, muito bem traduzido, e que nos prende na sua plenitude, tem até o condão de se dar por percebido após a leitura do seu extenso e muito integrador Prefácio, fantástica síntese de quanto se tem passado neste domínio, sobretudo, depois do colapso do comunismo na antiga União Soviética.
Estas duas obras, por razões muito diversas, mostram, e à saciedade, como a estrutura democrática dos Estados pode simplesmente não servir para nada, bastando para tal aprimorá-la com adequada legislação de opacidade, como a ligada ao conceito de segredo de estado, verdadeira cortina destinada a proteger os autores dos mil e um crimes que possam ser praticados ao serviço dos Estados que nos mesmos tenham interesse e capacidade realizadora.
Por tudo isto, deixo ao meu caríssimo leitor o convite para ler estas duas obras, com a certeza de que se não arrependerá, porque pelas mesmas ficará a compreender melhor os limites da tão badalada e apregoada democracia. Leia-as, e não se arrependerá.