![]() |
Plaza da Constitución, Salamanca |
Algumas forças políticas, e particularmente o Partido Ecologista Os verdes, têm desde 2013 chamado a atenção para este problema, quer intervindo junto das populações e das autarquias raianas, quer através de iniciativas parlamentares para alertar e pressionar o governo português a tomar as devidas medidas junto do Governo de Espanha.
PUB
Anuncie no Notícias do Nordeste! Contacte-nos!
Consulte a tabela de preços
Face ao avançar do processo de licenciamento e dos trabalhos no terreno, nomeadamente com o abate de árvores e grandes mobilizações de terras, Os Verdes agendaram para o dia 16 de março no plenário da Assembleia da República um Projecto de Resolução que recomenda ao governo que tome as diligências necessárias, junto do Governo espanhol, para travar a exploração de urânio em Retortillo-Santidad (Salamanca), junto à nossa fronteira, com efeitos ambientais significativos para o nosso país, tendo em conta que não houve avaliação de impactos transfronteiriços.
Sublinhe-se que a exploração mineira de urânio Retortillo-Santidad poderá ser suscetível de ter efeitos ambientais significativos em Portugal face à distância da fronteira portuguesa, nomeadamente pelo facto do rio Yeltes (que divide a exploração mineira em duas zonas) ser um afluente do Rio Huebra, que desagua no troço internacional do Rio Douro.
De salientar ainda dentro deste contexto que o Rio Douro disponibiliza água para o abastecimento público para aproximadamente 2 milhões de pessoas, bem como para a rega em todo o Douro Vinhateiro.
Os verdes já comunicaram as suas preocupações à CIM Douro, alertando no ano passado os dezanove municípios que compõe esta comunidade para os impactos negativos que poderão advir com a exploração de urânio, junto à fronteira portuguesa na província de Salamanca.
Este complexo mineiro a céu aberto poderá integrar uma unidade de reprocessamento de urânio e um depósito de resíduos radioativos, em Retortillo, a cerca de 35km da fronteira portuguesas, muito próximo de Freixo de Espada à Cinta, mas as autoridades portuguesas e os grupos de autarcas responsáveis pelos destinos dos territórios que poderão ser atingidos com esta exploração, continuam a assistir a este processo sem qualquer intervenção ou tomada de posição que seja conhecida publicamente.