Contam com o apoio do Governo mas ainda não foi dado nenhum passo com vista à definição de uma linha estratégica.
A fileira da castanha espera há três anos pelo apoio do Governo à concretização do projecto RefCast, que inicialmente previa a duplicação da plantação de souto em Portugal e a criação de 1.700 postos de trabalho directos.
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) anunciou em Junho de 2008 um grande projecto de investimento no sector - o RefCast, que entretanto se transformou numa rede de cooperação e já conta com mais de 28 parceiros das regiões produtoras de castanha.
Ao longo destes anos, apesar das boas críticas por parte dos vários ministros da Agricultura e da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, ainda não foi dado nenhum passo com vista à definição de uma linha estratégica de apoio.
Mais recentemente, a rede apresentou o projecto ao secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo.
«Entendemos que o castanheiro é uma fileira de oportunidade para estas zonas de montanha porque se trata de um produto que é muito valorizado e cuja procura supera a oferta», afirmou hoje à Agência Lusa José Gomes Laranjo, professor e investigador da UTAD.
O responsável salientou a grande procura externa deste fruto e sublinhou a possibilidade de se aumentar a sua exportação se fosse concretizado o projecto de aumentar a área de plantação de souto no país.
Mas, para que haja mais castanha é preciso que haja também investimento.
Por isso, os parceiros do RefCast reivindicam o apoio do Estado para promover os investimentos junto dos pequenos agricultores e defendem, no âmbito do PRODER, a criação de uma linha estratégica de apoio para incentivar o plantio de soutos. «Tal e qual está a ser feito na vinha», acrescentou o responsável.
José Gomes Laranjo referiu que o secretário de Estado «ficou sensibilizado» com o projecto, mas «não se comprometeu com nada».
«Sempre que vamos a Lisboa falar da castanha nós sentimos que há interesse, mas depois parece que a fileira não consegue reunir o peso político necessário para convencer os nossos decisores», sublinhou.
Os parceiros da rede representam cerca de 90 por cento do mercado da castanha em Portugal.
Só a região de Trás-os-Montes e Alto Douro é responsável por 85 por cento da produção nacional de castanha que se estende por uma área total de cerca de 35 mil hectares.
Fonte: Lusa
A fileira da castanha espera há três anos pelo apoio do Governo à concretização do projecto RefCast, que inicialmente previa a duplicação da plantação de souto em Portugal e a criação de 1.700 postos de trabalho directos.
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) anunciou em Junho de 2008 um grande projecto de investimento no sector - o RefCast, que entretanto se transformou numa rede de cooperação e já conta com mais de 28 parceiros das regiões produtoras de castanha.
Ao longo destes anos, apesar das boas críticas por parte dos vários ministros da Agricultura e da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, ainda não foi dado nenhum passo com vista à definição de uma linha estratégica de apoio.
Mais recentemente, a rede apresentou o projecto ao secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo.
«Entendemos que o castanheiro é uma fileira de oportunidade para estas zonas de montanha porque se trata de um produto que é muito valorizado e cuja procura supera a oferta», afirmou hoje à Agência Lusa José Gomes Laranjo, professor e investigador da UTAD.
O responsável salientou a grande procura externa deste fruto e sublinhou a possibilidade de se aumentar a sua exportação se fosse concretizado o projecto de aumentar a área de plantação de souto no país.
Mas, para que haja mais castanha é preciso que haja também investimento.
Por isso, os parceiros do RefCast reivindicam o apoio do Estado para promover os investimentos junto dos pequenos agricultores e defendem, no âmbito do PRODER, a criação de uma linha estratégica de apoio para incentivar o plantio de soutos. «Tal e qual está a ser feito na vinha», acrescentou o responsável.
José Gomes Laranjo referiu que o secretário de Estado «ficou sensibilizado» com o projecto, mas «não se comprometeu com nada».
«Sempre que vamos a Lisboa falar da castanha nós sentimos que há interesse, mas depois parece que a fileira não consegue reunir o peso político necessário para convencer os nossos decisores», sublinhou.
Os parceiros da rede representam cerca de 90 por cento do mercado da castanha em Portugal.
Só a região de Trás-os-Montes e Alto Douro é responsável por 85 por cento da produção nacional de castanha que se estende por uma área total de cerca de 35 mil hectares.
Fonte: Lusa