Foi criado um grupo de trabalho na região do Douro para ajudar na resolução dos problemas relacionados com a produção de vinho fino (tratado), anunciou o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo.
Este grupo apenas analisará a situação, porque há medidas que o Governo “não pode” tomar, disse o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, citado pela agência Lusa. Por isso, o grupo de trabalho agora constituído serve apenas para “apresentar propostas para tentar resolver os problemas da produção de vinho no Douro”.
Segundo Campelo o problema tem que ser resolvido localmente « no seio da sociedade civil do Douro vinhateiro» e «são as forças vivas e as entidades da região que têm uma palavra a dizer».
As medidas para tentar resolver os problemas “dependem essencialmente de uma reflexão dentro das instituições do Douro e de acordo com o que a lei permite e a realidade do país e da região”, disse Daniel Campelo, referindo que “há muita coisa que o Governo gostaria de fazer, mas não pode”, devido a “regras comunitárias e nacionais”.
“O Governo tem vindo a intervir, mas só pode intervir nas áreas que lhe são próprias e não pode intervir naquilo que, muitas vezes, as pessoas gostariam”, disse, referindo, por exemplo, que “o Governo não pode fixar preços”.
O Executivo “só pode intervir com as medidas que o país possa disponibilizar em termos legislativos e financeiros”, neste caso através dos programas de financiamento existentes, disse Daniel Campelo.
Segundo o responsável político a acção do Governo “tem que ser concertada com as estruturas interessadas no desenvolvimento da produção de vinho no Douro” e o Executivo está “disponível” para cooperar” com o grupo de trabalho, cuja constituição “é uma incumbência do presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro”.
A União das Adegas Cooperativas da Região Demarcada do Douro (UNIDOURO) reclama do Governo medidas urgentes para ajudar o sector cooperativo, numa altura em que há viticultores a abandonaram algumas adegas devido aos atrasos no pagamento das uvas.
Na sexta-feira, o pároco da Régua, Luís Marçal, mostrou-se preocupado com os pequenos e médios viticultores do Douro, que não recebem os pagamentos das adegas ou o que recebem não dá para pagar as despesas da vindima.
Confrontado pela Lusa com o pedido da UNIDOURO, Daniel Campelo disse que “é provável que as medidas” propostas pelo grupo de trabalho “passem por um apelo às próprias cooperativas para que evoluam para um modelo que se ajuste à realidade actual”.
“As cooperativas tiveram uma fase muito importante no desenvolvimento da agricultura nacional, mas hoje os tempos são outros e há a necessidade de ajustar muito do que está a ser praticado nas cooperativas e noutras instituições ligadas à agricultura nacional”, disse citado pela agência de notícias Lusa.
Este grupo apenas analisará a situação, porque há medidas que o Governo “não pode” tomar, disse o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, citado pela agência Lusa. Por isso, o grupo de trabalho agora constituído serve apenas para “apresentar propostas para tentar resolver os problemas da produção de vinho no Douro”.
Segundo Campelo o problema tem que ser resolvido localmente « no seio da sociedade civil do Douro vinhateiro» e «são as forças vivas e as entidades da região que têm uma palavra a dizer».
As medidas para tentar resolver os problemas “dependem essencialmente de uma reflexão dentro das instituições do Douro e de acordo com o que a lei permite e a realidade do país e da região”, disse Daniel Campelo, referindo que “há muita coisa que o Governo gostaria de fazer, mas não pode”, devido a “regras comunitárias e nacionais”.
“O Governo tem vindo a intervir, mas só pode intervir nas áreas que lhe são próprias e não pode intervir naquilo que, muitas vezes, as pessoas gostariam”, disse, referindo, por exemplo, que “o Governo não pode fixar preços”.
O Executivo “só pode intervir com as medidas que o país possa disponibilizar em termos legislativos e financeiros”, neste caso através dos programas de financiamento existentes, disse Daniel Campelo.
Segundo o responsável político a acção do Governo “tem que ser concertada com as estruturas interessadas no desenvolvimento da produção de vinho no Douro” e o Executivo está “disponível” para cooperar” com o grupo de trabalho, cuja constituição “é uma incumbência do presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro”.
A União das Adegas Cooperativas da Região Demarcada do Douro (UNIDOURO) reclama do Governo medidas urgentes para ajudar o sector cooperativo, numa altura em que há viticultores a abandonaram algumas adegas devido aos atrasos no pagamento das uvas.
Na sexta-feira, o pároco da Régua, Luís Marçal, mostrou-se preocupado com os pequenos e médios viticultores do Douro, que não recebem os pagamentos das adegas ou o que recebem não dá para pagar as despesas da vindima.
Confrontado pela Lusa com o pedido da UNIDOURO, Daniel Campelo disse que “é provável que as medidas” propostas pelo grupo de trabalho “passem por um apelo às próprias cooperativas para que evoluam para um modelo que se ajuste à realidade actual”.
“As cooperativas tiveram uma fase muito importante no desenvolvimento da agricultura nacional, mas hoje os tempos são outros e há a necessidade de ajustar muito do que está a ser praticado nas cooperativas e noutras instituições ligadas à agricultura nacional”, disse citado pela agência de notícias Lusa.
