Exposição de Oliviero Toscani, gastronomia e música Cabo-Verdiano marcam o regresso do festival “Sete Sóis Sete Luas” neste fim-de-semana em Alfândega

A gastronomia e a música Cabo-Verdiana vão fazer a história da quinta iniciativa do Festival Sete Sóis Sete Luas no Concelho. A Freguesia de Sambade, próximo palco do Sete Sóis Sete Luas, vai receber as artistas TeTé e Sara Alinho e uma demonstração gastronómica destas ilhas africanas.

Um jantar Cabo-Verdiano, confeccionado na localidade por pessoas naturais daquele país, serve também para divulgar a cultura de um país com o qual Alfândega da Fé tem vindo a estreitar laços. É que para além do intercâmbio estabelecido através da rede cultural sete sóis sete luas o concelho transmontano está geminado com o município de Santa Cruz, da ilha de Santiago.

O jantar vai começar por volta das 19.30h e realiza-se no polidesportivo da aldeia Alfandeguense.

À noite, por volta das 21.30h, Mãe (TeTé) e filha (Sara) apresentam o seu novo trabalho “Gerassons”, inspirado na confrontação entre duas gerações musicais e no original diálogo em palco. Os ritmos característicos das ilhas de Cabo Verde (funaná, mornas, coladeiras…) são interpretados de uma forma nova por uma dupla artística revelação no rico panorama musical Cabo-Verdiano.

Ritmos e sabores cabo-verdianos no próximo dia 14 de Agosto em Sambade

Mas as iniciativas Sete Sóis Sete Luas, no concelho, não ficam por aqui, o famoso Fotógrafo Oliviero Toscani expõe pela primeira vez em Trás-os-Montes. A Instalação fotográfica “open air” «HARDWARE+SOFTWARE = BURROS» composta 30 grandes imagens de 6m², que o fotógrafo italiano fez de propósito em Portugal em 2005 para o Festival Sete Sóis Sete Luas vai estar patente até 19 de Agosto na vila transmontana. Os protagonistas são os burros portugueses (da raça mirandesa, raça protegida de Trás-os-Montes) que Toscani quis f o t o g r a f a r c o m o " t o p m o d e l s ".

O projecto quer chamar a atenção sobre o empobrecimento da inteligência do homem por culpa da tecnologia. O espaço público com Toscani transforma-se em lugar de criação e comunicação.

Filho dum fotorepórter do Corriere della Sera, Oliviero Toscani foi director artístico da marca Benetton durante 18 anos entre 1982 e 2000, foi o polémico criador da imagem de marca desta firma hoje internacionalmente popular. A sua vontade política e cultural de transformar a comunicação moderna sempre foi explícita. Os seus trabalhos já foram expostos na Biennale de Veneza e nos museus de arte moderna de Roma, Cidade do México, Helsínquia, Frankfurt.

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