Inqualificável

|Hélio Bernardo Lopes|
A bestialidade da ação governativa de Donald Trump atingiu tais níveis, que faz doer o generalizado silêncio dos políticos mundiais e das mais diversas instituições internacionais. 

Depois de quanto se vem vendo e ouvindo a este sujeito, ainda é possível continuar a assistir a mil e um sorrisos. Sobretudo, manifestações de graça, perante as barbaridades que este norte-americano vai proferindo.

Espantosamente, a nossa grande comunicação social, mormente as nossas televisões, noticiam as barbaridades, as grosserias, as inenarráveis variações de uma suposta estratégia, mas tudo não passa de conversas graciosas. Duvido, até, que as nossas universidades tenham já tratado, do modo que seria adequado – estudos, artigos científicos, livros, dissertações de mestrado e teses de doutoramento –, os riscos que se escondem por detrás da presença de Donald Trump na Casa Branca. E mesmo políticos hoje já fora de atividade, nada dizem sobre o que está a passar-se nos Estados Unidos, com a ansiedade e os riscos trazidos ao mundo por um presidente do mais baixo gabarito político, e mesmo a todos os restantes níveis, como é o caso de Donald Trump.

No meio de tudo isto, a constante brandura, porventura, mesmo ausência, no domínio da ação de analistas, comentadores, jornalistas, especialistas e outros que nos inundam o espaço televisivo, para já não referir os que até acabam por sorrir quando procuram explicar algum suposto fundamento de razão na ação de Donald Trump, ou simplesmente olhá-lo com graça, de preferência trazendo logo para a conversa esse diabólico...Putin. E quanto a documentários, bom, nem falar. A IURD, isso sim, é que se constitui no grande problema do momento. Ou os fogos de há uns anos.

A mais recente manifestação da bestialidade política de Donald Trump residiu nas suas recentes considerações sobre quatro congressistas, todas mulheres, de origem estrangeira, mas norte-americanas nos dias de hoje. Essas congressistas são Alexandria Ocasio-Cortez, Ilhan Omar, Ayanna Pressley e Rashida Tlaib. De resto, convém saber que apenas a segunda nasceu fora dos Estados Unidos, na Somália.

Perante as críticas das referidas congressistas à desumanidade com que Trump e os seus colaboradores tratam os imigrantes ilegais, aquele que lá conseguiu ser eleito Presidente dos Estados Unidos não esteve com rodeios, indicando-lhes a porta de saída, de molde a que voltassem às suas origens. Lamentavelmente, a grande maioria dos congressistas republicanos não se pronunciou. Isto sim, caro leitor, isto é que são os Direitos Humanos à americana.

Perante tão cobarde silêncio republicano, apenas Justin Amash, do Michigan, crítico de Donald Trump que recentemente decidiu que vir a deixar o seu partido, classificou as observações como racistas e asquerosas.

Como se vai podendo ver, tenho a mais cabal razão, sobretudo agora, com Donald Trump na Casa Branca, quando desde há tanto saliento a brutalidade da sociedade norte-americana, e como na mesma só se sabe como se entra. Mesmo tendo-se sido eleito congressista, pode muito bem ser-se alvo de uma grosseria inqualificável, como a ora protagonizada por aquele que muitos americanos elegeram para a Casa Branca. E o que acontecerá a qualquer destas congressistas se, por via do voto eleitoral, não voltarem a ser escolhidas para o Senado, ou para a Casa dos Representantes?...

Alterações climáticas: cientistas estudam soluções para impedir o desaparecimento dos sapais estuarinos

Devido às alterações climáticas, os sapais estuarinos correm sérios riscos de desaparecer, tornando-se urgente a adoção de medidas de proteção e conservação destas zonas de elevada importância ecológica e socioeconómica.

Tiago Verdelhos
Para mitigar o impacto causado por eventos climáticos extremos, mas também por atividades humanas (agricultura, urbanização, poluição), nas zonas de sapal dos estuários, está em curso o projeto de investigação ReSEt – Restauro de sapais estuarinos com vista à sustentabilidade.

Financiado por fundos europeus através do Programa Operacional MAR 2020, o ReSEt junta 15 investigadores do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente das universidades de Coimbra (MARE-UC) e de Lisboa (MARE-UL), do Instituto para a Sustentabilidade e Inovação em Engenharia Estrutural (ISISE) e do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

No âmbito do projeto, será instalado, ainda durante o mês de julho, um conjunto de células experimentais no estuário do Mondego, perto de Vila Verde, onde os investigadores vão estudar novas técnicas que impeçam a destruição dos sapais.

«Vamos testar e validar quatro técnicas de eco engenharia que possam ser utilizadas para promover a sedimentação e proteger e recuperar estas zonas de sapal, nomeadamente uma paliçada de madeira, uma tela de geotêxtil e sacos de geotêxtil com areia, bem como o transplante de plantas autóctones. Estas experiências vão ser implementadas ao longo de um ano e meio, para assim podermos avaliar a evolução da taxa de sedimentação e das comunidades biológicas, com o objetivo de compreender qual destas técnicas será mais vantajosa do ponto de vista ambiental e económico», clarifica Tiago Verdelhos, investigador do Laboratório MAREFOZ do MARE e coordenador do projeto.

Trabalho de Campo
Sabendo da importância das zonas estuarinas para a sustentabilidade das pescas, já que são fundamentais para os primeiros tempos de vida de muitas espécies de peixe, os investigadores vão também explorar a hipótese de proteger e conservar a fauna autóctone do estuário do Mondego com recurso à utilização de um tanque de aquacultura como “viveiro”. Para tal, «vamos deixar entrar a água do estuário, capturando o peixe dentro desse tanque, para que seja possível avaliar quer a quantidade quer a diversidade de peixes, assim como perceber se este método pode ser usado como técnica de proteção e conservação de espécies», adianta Tiago Verdelhos.

O investigador do laboratório MAREFOZ adverte que é urgente adotar medidas de proteção e restauro dos sapais estuarinos porque, «se nada for feito, com a subida do nível do mar prevê-se que estas zonas, que por natureza estão situadas entre marés, tendam a desaparecer, com consequências bastante negativas. Assistir-se-á à diminuição da biodiversidade e os serviços que são fornecidos por estes ecossistemas serão bastante afetados. Os sapais contribuem, por exemplo, para a retenção de carbono, a qualidade da água e reciclagem de nutrientes, e são fundamentais para a reprodução de peixes». Além disso, são ainda ecossistemas muito importantes para o turismo e lazer.

Em resumo, o projeto ReSEt desenvolve-se em três grandes eixos: ecossistema (testar técnicas de proteção dos habitats), biodiversidade (proteção da fauna) e sociedade (apostando em atividades de comunicação de ciência e ações de ciência cidadã, nomeadamente ao nível de sensibilização). A equipa do projeto espera que as soluções de proteção e restauro de sapais estuarinos desenvolvidas sejam aplicadas no estuário do Mondego e possam ser replicadas em qualquer estuário do mundo.

Exposição de Fotografia «8 Espaços para 7 Olhares» chega a Alfândega da Fé

A Direção Regional de Cultura do Norte e a Câmara Municipal de Alfândega da Fé inauguraram, no passado dia 9 julho, no Centro de Interpretação do Território de Sambade/Alfândega da Fé, a Exposição de Fotografia «8 Espaços para 7 Olhares», seguida de Visita Guiada à Igreja Matriz de Sambade.

Exposição de Fotografia «8 Espaços para 7 Olhares» chega a Alfândega da Fé
Trata-se de uma exposição itinerante que se encontra a percorrer diversas cidades do Norte do País. Depois de ter passado pelo Museu do Abade de Baçal em Bragança, pelo Museu de Artes Decorativas em Viana do Castelo, pela Casa da Parra em Santiago de Compostela, pelo Mosteiro de Tibães, em Braga, pela Casa das Artes no Porto, e pelo Museu de Arte Sacra de Macedo de Cavaleiros, a exposição pode agora ser visitada em Alfândega da Fé, ficando patente ao público, entre o Centro de Interpretação do Território de Sambade e a Igreja Matriz de Sambade, com entrada livre, até 8 setembro 2019.

A mostra insere-se no projeto Rota das Catedrais do Norte de Portugal e apresenta propostas de Egídio Santos - Concatedral de Miranda do Douro; Inês d’Orey - Sé de Viana do Castelo; Luís Ferreira Alves - Sé Catedral do Porto; Paulo Alegria – Sé Catedral de Lamego; Paulo Pimenta - Sé Catedral de Braga; Pedro Lobo - Sé de Vila Real; Rita Burmester - Antiga Sé de Bragança e Sé Catedral de Bragança (nova).

Durante a inauguração, decorreram vários momentos de música e poesia que irão permitir uma maior aproximação do público ao monumento, tendo como principal objetivo estimular junto da população o sentimento de pertença em relação ao património, bem como sensibilizar para a sua importância e salvaguarda.

Donativo missão continente entregue em Bragança

Decorreu no dia 10 de julho a cerimónia de entrega do donativo de 25.000€ à APADI - Associação de Pais e Amigos do Diminuído Intelectual de Bragança, uma das instituições vencedoras da edição 2018/2019 do Donativo Missão Continente.

Donativo missão continente entregue em Bragança
Na cerimónia de entrega do Donativo Missão Continente estiveram presentes os responsáveis da instituição, nomeadamente, o Presidente da APADI, António Manuel Prada Oliveira, a fundadora e tesoureira da Diretora, Celina Mesquita, o Diretor de Serviços, Alexandre Queijo, a Chefe de Serviços, Filomena Silva e a Diretora Técnica do Lar, Luísa Pinto para testemunhar a entrega simbólica do valor de 25.000€, que, através da implementação do projeto “Alimentação SÃ (Segura e Autónoma)”, vai possibilitar à APADI equipar a cozinha e o refeitório, substituindo o equipamento existente por outros adaptados às (in)capacidades dos clientes, permitindo o desenvolvimento da autonomia ao nível da alimentação e promovendo a participação ativa nesta Atividade da Vida Diária. Tenhamos em conta que os novos equipamentos respeitarão ainda as regras HACCP, garantindo a segurança alimentar da instituição.

Este serviço self-service será testado com 47 clientes, replicando posteriormente por toda a entidade, onde são distribuídas cerca de 360 refeições diárias. Durante a iniciativa, que começou com a atuação musical do grupo “Vira Bombos”, composta por utentes da APADI, houve lugar para a apresentação do projeto, por parte do Diretor de Serviços, Alexandre Queijo, e para a entrega do cheque simbólico do donativo, pelas mãos do representante da Missão Continente, que aproveitou a ocasião para agradecer à entidade a candidatura ao Donativo Missão Continente.

 O Donativo Missão Continente apoia os melhores projetos a nível nacional que atuem nas áreas da alimentação saudável, do combate ao desperdício alimentar e da inclusão social através do sistema alimentar. Na edição 2018/2019, o Donativo Missão Continente angariou, através da venda de presentes solidários em todas as lojas Continente, 240.000€ que distribuiu pelos 12 projetos vencedores, escolhidos entre as 179 candidaturas recebidas.

Com esta iniciativa, a Missão Continente pretende apoiar financeiramente projetos locais com impacto direto nas comunidades onde se inserem, respeitando a autonomia das entidades na conceptualização e concretização de iniciativas na área da alimentação saudável, desperdício alimentar e inclusão social. O Donativo Missão Continente é uma das várias iniciativas de responsabilidade social da marca Continente, refletindo o seu compromisso para a construção de um futuro sustentável, saudável e justo, estando alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Autarquia confiante que Feira de São Pedro vai registar a maior afluência dos últimos anos

Ainda sem dados finais disponíveis, o vice-presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Pedro Mascarenhas, faz um balanço positivo da 36.ª edição da Feira de São Pedro. 

Autarquia confiante que Feira de São Pedro vai registar a maior afluência dos últimos anos
Todos os dias temos tido muita gente presente tanto no Parque de Exposições como no After Hours na Praça dos Segadores”, frisa o vice-presidente. “É o sinal claro de que o regresso ao figurino de uma semana de feira foi uma aposta certeira, a que se juntou um aliado fundamental: o bom tempo de dia e até mesmo à noite também foi importante para motivar as pessoas a sair de casa”, salienta ainda Pedro Mascarenhas.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros diz que as noites de 29 e 30 de junho foram “as de maior afluência, algo natural por ser o arranque da feira e coincidir com o fim-de-semana”. “Mas mesmo durante a semana tivemos sempre milhares de pessoas na feira a assistir aos espetáculos, o que mostra o dinamismo que a Feira de São Pedro tem e a sua forte implementação no Nordeste Transmontano”, explica.

Autarquia confiante que Feira de São Pedro vai registar a maior afluência dos últimos anos
A noite desta sexta-feira conta com a atuação de Capicua no Parque de Exposições a partir das 22h30, a jovem rapper portuguesa que ganhou espaço e fama no panorama musical nacional sobretudo graças a temas como "Vayorken" e "Maria Capaz". “Será o aquecimento para um encerramento da feira que esperamos que seja em grande plano”, diz Pedro Mascarenhas. “Para sábado esperamos uma nova enchente, dado que a noite tem como cabeça de cartaz o Richie Campbell, um artista que tem despertado muito interesse sobretudo no público mais jovem, mas que acaba sempre por ‘arrastar’ os pais para estes espetáculos”, admite Pedro Mascarenhas.

O vice-presidente admite que o regresso ao figurino de uma semana de Feira de São Pedro “foi uma decisão acertada e acreditamos que será benéfica também para os expositores que decidiram apostar no nosso território para promoverem os seus negócios”.

3,5 milhões de euros para projeto que procura soluções inovadoras para reduzir os impactos do uso de pesticidas

Cientistas, empresários, produtores e associações de agricultores de seis países - Espanha, França, Grécia Holanda, Itália e Portugal – juntaram-se em consórcio, com o objetivo de desenvolver soluções inovadoras que permitam reduzir os impactos negativos do uso de pesticidas no cultivo de fruta e vegetais.

Da esquerda para a direita (à frente) – Tiago Natal da Luz, Pedro Marques, Rita Garcia e José Paulo Sousa. Da esquerda para a direita (atrás) – Luís Dias, Fausto Freire e João Jesus.
O projeto europeu OPTIMA  (Optimised Pest Integrated Management to precisely detect and control plant diseases in perennial crops and open-field vegetables), que envolve uma dezena de investigadores das faculdades de Ciências e Tecnologia (FCTUC) e de Economia (FEUC) da Universidade de Coimbra, obteve 3,5 milhões de euros de financiamento do programa comunitário Horizonte 2020. Os cientistas da equipa de Coimbra integram três grupos de investigação: o Centro para a Ecologia Industrial (coordenados por Fausto Freire) e o Centro de Ecologia Funcional da FCTUC (coordenados por José Paulo Sousa), bem como o CeBER - Centro de Investigação em Economia e Gestão da FEUC (coordenados por Luís Dias).

Com esta verba, o consórcio liderado pela Universidade de Agricultura de Atenas, Grécia, está a desenvolver uma abordagem integrada e holística para a gestão do problema dos pesticidas, avaliando todos os aspetos críticos relacionados com a sua utilização no cultivo de fruta e vegetais, assente em quatro pilares: previsão, deteção, seleção e aplicação. Ou seja, pretende-se «melhorar o tipo de pesticidas disponíveis no mercado e a forma como eles são aplicados na agricultura, introduzindo novos biopesticidas (bio-PPPs, substâncias produzidas a partir de micro-organismos ou de produtos naturais para o controle de pragas) e técnicas inteligentes de pulverização, para aumentar a segurança alimentar e reduzir os impactos para a saúde humana e ambiente», explica Fausto Freire, coordenador da equipa portuguesa e docente do Departamento de Engenharia Mecânica da FCTUC.

A primeira fase do estudo, com duração de três anos, tem como enfoque a investigação e avaliação de pesticidas biológicos e sintéticos (químicos), bem como o seu uso combinado para maximizar o sucesso no controle de doenças e pragas, o desenvolvimento de modelos capazes de prever o surgimento de pragas nas culturas e ainda o desenvolvimento de novas tecnologias inteligentes de pulverização.

As soluções conseguidas pelas várias equipas do consórcio serão agregadas e posteriormente testadas em três culturas selecionadas - cenouras (em França), pomares de maçã (em Espanha) e vinha (em Itália) - em diferentes campos, com a colaboração de cooperativas de agricultores.

De seguida, a equipa de Coimbra avaliará os riscos para a saúde humana e ecossistemas, assim como os impactos ambientais e socioeconómicos do sistema OPTIMA, em comparação com os sistemas tradicionais, através de uma abordagem que inclui a Avaliação de Ciclo de Vida (impactos diretos e indiretos desde a produção até ao consumo), a Análise de Risco e a Análise de Decisão Multicritério.

Os resultados do projeto irão contribuir claramente para «diminuir a dependência da agricultura europeia em relação aos PPPs químicos (pesticidas convencionais). O OPTIMA irá fornecer um sistema integrado mais eficiente e sustentável para controlar doenças e pragas, o que contribuirá para diminuir consideravelmente as concentrações de resíduos de PPPs na fruta e legumes, reduzindo os riscos e impactos na saúde humana e no ambiente», acredita Fausto Freire.

Festival Oito Mãos Monumentos com Música Dentro regressa à região Duriense

O Festival Oito Mãos Monumentos com Música Dentro regressa à região na sua 5ª edição. Alijó, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada-à-Cinta, Penedono, Peso da Régua, Sernancelhe, Tabuaço e Torre de Moncorvo são os locais por onde vai passar este festival.


Festival Oito Mãos Monumentos com Música Dentro regressa à região Duriense
Oito concertos em oito monumentos constitui o cartaz deste ano para este festival que decorrerá entre julho e setembro.

O Festival Oito Mãos, Monumentos com Música Dentro distingue-se dos demais porque envolve exclusivamente quartetos e os concertos ocorrem unicamente em património classificado ou de interesse municipal.

Apoiado pela Comunidade Intermunicipal do Douro, este evento, que já demonstrou ser um verdadeiro acontecimento cultural de território, contribui para uma efetiva dinâmica regional promovendo a região duriense.

Primeiras descobertas arqueológicas no Castelo de Outeiro, Bragança

Estão em curso os trabalhos arqueológicos no Castelo de Outeiro, freguesia de Outeiro, concelho de Bragança, no âmbito da Operação Castelos a Norte, promovida pela Direção Regional de Cultura do Norte e cofinanciada pelo Programa Norte 2020, através do FEDER.

Primeiras descobertas arqueológicas no Castelo de Outeiro, Bragança
Estes trabalhos arqueológicos, com uma equipa técnica da empresa Arqueologia & Património, visam a identificação, registo, estudo, valorização e salvaguarda dos vestígios arqueológicos que se encontrem preservados na área intramuros deste monumento, classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público.

Neste momento estão a ser realizadas sondagens arqueológicas prévias de avaliação e diagnóstico e, em função dos resultados das mesmas, vão ser estabelecidas áreas de intervenção mais alargada. As sondagens prévias, num total de 60 m2, estão disseminadas de forma homogénea por toda a área do monumento. A escavação em área definida a partir dos resultados dessas sondagens deverá, posteriormente, ser alargada em mais 200m².

Trata-se de um projeto de revitalização que incide em ações de estudo, recuperação, divulgação e promoção turístico-cultural, pretendendo-se potenciar o usufruto do monumento pela população local e pelos turistas que acorrem à região, com um investimento global de cerca de 107 mil euros.

Esta intervenção arqueológica, com um prazo de execução de 2 meses, constitui a ação base da operação que está a ser executada neste monumento, permitindo o estudo e exumação de trechos da sua estrutura defensiva, assim como de estruturas habitacionais, os quais serão objeto de empreitada de conservação e restauro que irá realizar-se subsequentemente e em ação específica.

Com as primeiras sondagens foram já detetadas algumas estruturas (paredes de compartimentos na zona da torre) e pavimentos que organizavam o antigo castelo medieval, sendo que, neste momento, as sondagens arqueológicas estão a decorrer em áreas de cotas mais baixas, numa plataforma semicircular que é circundada por um troço da muralha em alvenaria de xisto.

A Fortaleza de Outeiro desempenhou um importante papel na definição e manutenção da fronteira portuguesa na região do Nordeste Transmontano, constituindo, ao longo da Idade Média e Idade Moderna, um ponto estratégico de inegável importância regional. Atualmente todos os vestígios estruturais da antiga fortaleza encontram-se em mau estado de conservação, revelando uma pálida imagem da importância histórica do local.

As muralhas e restantes vestígios ainda visíveis remontam à Baixa Idade Média, muito provavelmente ao reinado de D. Dinis. Organizada a partir de uma planta subcircular, cujas características gerais poderão ser genericamente aferidas a partir do registo feito por Duarte d'Armas, a antiga fortaleza era constituída por uma torre de menagem retangular, aparentemente adossada a uma das portas, uma extensa barbacã em forma de "D", e "diversos elementos defensivos, como os hurdícios, ou balcões com matacães e as troneiras, que protegiam as portas, inscritas nas próprias torres”.

A Operação Castelos a Norte visa intervir nos castelos raianos da Região Norte: Castelo de Montalegre, Castelo de Monforte de Rio Livre (Chaves), Castelo de Outeiro (Bragança), Castelo de Mogadouro e Castelo de Miranda do Douro.

Em termos beneficiários, esta operação inclui, além da Direção Regional de Cultura do Norte, os Municípios de Miranda do Douro e Montalegre.

O conjunto de cinco castelos abrangidos por esta Operação constituem um relevante valor histórico e patrimonial, não só do ponto de vista da arquitetura militar, mas também da sua própria história, que se confunde com a história de Portugal. Fundados na Idade Média, alguns no início da nacionalidade, tiveram um papel importante na progressiva organização territorial e na proteção da fronteira nacional nesta zona de Trás-os-Montes.

Estas fortificações com origem medieval foram objeto, ao longo dos séculos, de obras de manutenção e adaptação, nomeadamente à utilização de armas de fogo a partir do século XVI com a construção de estruturas defensivas abaluartadas.

CIM das Terras de Trás-os-Montes reunida com Ministério da Admiração Interna

Terminou em Bragança, o “Roteiro MAI”, que o Ministério da Administração Interna realizou pelas 21 Comunidades Intermunicipais do país. Os nove autarcas dos concelhos que integram a CIM das Terras de Trás-os-Montes reuniram com o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, para debater e analisar questões relacionadas com a área de atuação deste ministério no território das Terras de Trás-os-Montes.

Presidente da CIM recebe Ministro Administração Interna
A reunião teve lugar na sede da CIM Terras de Trás-os-Montes, e contou também com a presença da Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, do Secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, e do Secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel. No encontro foram apresentados e discutidos assuntos relacionados com segurança interna, proteção civil e descentralização.

Na altura, foi efetuada uma avaliação sobre a segurança em toda a área da CIM-TTM, abordando temas como a presença da comunidade Migrante, o recenseamento de idosos em situação de isolamento ou vulnerabilidade e a tipologia de crimes com maior incidência no território. Neste âmbito foi anunciado que, em 2018, se registou uma diminuição da criminalidade nas terras de Trás-os-Montes.

Relativamente à presença crescente de comunidades migrantes no território os Presidentes defenderam a implementação de medidas e projetos para uma integração efetiva destas pessoas.

O Investimento em infraestruturas das forças de segurança foi outro dos temas abordados. As Terras de Trás-os-Montes Têm assegurado um investimento de cerca de 3 milhões de euros neste campo. Um valor destinado a obras em cinco Postos Territoriais da GNR (Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Vimioso, Argozelo e Vinhais) e a instalações e equipamentos elétricos do Heliporto de Alfândega da Fé.

Neste campo os Presidentes de Câmara deram contam das intervenções necessárias em infraestruturas que não estão contemplados neste pacote de investimento, ressaltando a necessidade de intervir noutras infraestruturas da GNR, PSP, GIP’s, CDOS e SEF no território, reforçando a indispensabilidade de dotar estas unidades com instalações condignas. Ainda em matéria de segurança marcaram posição no que diz respeito à falta de efetivos nas forças de segurança e defenderam o aumento do número de efetivos nas diferentes forças de segurança.

Reunião Sede CIM-TTM
No que concerne à proteção civil foi dado nota de que existem no território 124 freguesias prioritárias ou de risco elevado de incêndio e todos os concelhos têm freguesias identificadas como de risco. Atualmente todos os concelhos das Terras de Trás-os-Montes têm Equipas de Intervenção Permanente (EIPs). No território existem 12 EIPs, tendo uma sido criada pelo atual Governo. Neste aspeto, os Presidentes de Câmara, propuseram a criação de mais equipas para fazer face às dificuldades e também a vontade e necessidade de criação de mais Equipas de Sapadores Florestais.

Ainda no campo do combate e prevenção de fogos florestais reforçaram a necessidade de financiamento para manutenção do Sistema de Vigilância e Apoio à Decisão Operacional e de instalação de mais câmaras de vigilância de modo a que todo o território fique coberto por este Sistema. Recorde-se que, atualmente, existem Câmaras de vigilância instaladas nas Serras de Bornes, Nogueira e Castanheira, resultante de um projeto desenvolvido pela CIM das Terras de Trás-os-Montes e que está em funcionamento há um ano.

A criação de mais pontos de água, o apoio para aquisição de equipamentos como máquinas transporte, de rasto e formação aos respetivos condutores foram outras das reivindicações apresentadas durante a reunião. O investimento nos Heliportos do território foi outro dos assuntos abordados. A temática da descentralização foi outro dos temas em cima da mesa. Foi efetuado um ponto da situação relativamente a esta temática e os autarcas deram nota das suas posições e preocupações neste campo.

Foi ainda abordado o Programa de Estágios Profissionais da Administração Local (PEPAL), cuja 2.ª fase, da 6.º edição, está hoje a ser apresentado no Bombarral. Os municípios da CIM das Terras de Trás-os-Montes candidataram-se a este programa que veem como uma forma de contribuir para a integração profissional dos jovens e para a sua fixação no território.

Isabel Oneto homologou a assinatura do Contrato de Comodato do Centro de Meios Aéreos de Alfândega da Fé

A Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, esteve no dia 1 de julho em visita a Alfândega da Fé, onde homologou a assinatura do Contrato de Comodato do Centro de Meios Aéreos de Alfândega da Fé - Base de Acolhimento do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro da GNR. 

 Isabel Oneto homologou a assinatura do Contrato de Comodato do Centro de Meios Aéreos de Alfândega da Fé
A governante visitou as obras do edifício, que vão garantir melhores condições de socorro e alocar e receber meios aéreos ligeiros e médios através da requalificação do heliporto existente.

Esta obra de investimento superior a 495 mil euros, teve início há cerca de 1 ano e encontra-se já em fase de conclusão. Durante a visita Isabel Oneto salientou a importância do Município na concretização desta obra.

A Secretária de Estado, Isabel Oneto, acrescentou que vai ser incluída a iluminação do heliporto para que possam ser efetuados voos nocturnos. Um investimento que ronda os 60 mil euros e que ficará a cargo do Ministério da Administração Interna. Também o posto da Guarda Nacional Republicana, que a Secretária de Estado visitou, pode vir a ser alvo de intervenção. Isabel Oneto informou que está prevista na lei de programação do MAI investimento para obras, num valor de cerca de 500 mil euros, para o ano 2020.

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